Em meio a novas revelações sobre investigações policiais, as pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana mostraram redução da distância entre as intenções de voto de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, senador pelo PL. A campanha do presidente classifica o cenário como um “novo momento” na corrida eleitoral.
Crise no STF e vazamentos influenciam a narrativa
Aliados de Lula apontam que a crise de confiança no Supremo Tribunal Federal e os vazamentos de investigações que envolvem o filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex‑chefe de gabinete Marco Aurélio Santana, apelidado de Marcola, têm definido o tom da disputa. Segundo fontes da campanha, a estratégia passa a enfatizar a imagem de Lula como presidente experiente e capaz de conduzir o país diante da instabilidade institucional.
Expectativa de virada após o 7 de setembro
O entorno de Flávio Bolsonaro afirma que espera assumir a dianteira nas pesquisas a partir do dia 7 de setembro, com o fortalecimento da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
Apesar da percepção de empate técnico, a campanha petista ressalta que as eleições só começarão de fato com o início da veiculação da propaganda em TV e rádio, período em que a exposição dos candidatos aumenta significativamente. Até lá, ambos os lados trabalham para calibrar suas mensagens e responder aos desenvolvimentos institucionais que continuam a dominar o debate público.

