A Caixa Econômica Federal deu um novo passo na disputa com os bancários nesta quinta-feira (24). O banco apresentou ao Tribunal Superior do Trabalho um pedido de dissídio coletivo após 13 dias de greve nacional e o fracasso das tentativas de fechar um acordo. A decisão amplia a pressão sobre as lideranças sindicais e coloca a Justiça do Trabalho no centro da busca por uma solução.
Banco leva impasse ao TST
O processo será relatado pelo ministro Maurício Godinho Delgado. Ainda não foi definida a data de julgamento, o que mantém aberta a cronologia da paralisação. Ao acionar o TST, a Caixa busca uma saída institucional para o conflito depois de sucessivas rodadas de negociação sem avanço capaz de encerrar o movimento.
Na quarta-feira, o banco havia obtido autorização judicial para abrir as agências durante a greve. A medida permite que gerentes atendam clientes mesmo com a paralisação em curso. A iniciativa reduz parte dos impactos diretos sobre o público, mas não foi suficiente para provocar o retorno imediato dos trabalhadores às atividades.
Bônus de R$ 3 mil não destrava acordo
Em comunicado, a Caixa informou que “manteve amplo diálogo” com as entidades representativas dos trabalhadores. A empresa também tentou melhorar sua proposta com o pagamento de um bônus de R$ 3 mil por empregado. Apesar da oferta, não houve composição aceita pelas assembleias, e o conflito continuou sem uma solução negociada.
Um dos principais obstáculos estaria no reajuste do plano de saúde, especialmente para funcionários ocupantes de cargos de gerência. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf, ligada à CUT, defendeu o fim da greve. Mesmo assim, as assembleias decidiram manter a paralisação, sinalizando que o bônus não superou as divergências sobre benefícios.
Reajuste salarial tem negociação mais ampla
O reajuste salarial foi conduzido pela Federação Nacional dos Bancos, a Fenaban, em negociações envolvendo trabalhadores de diferentes bancos. A convenção coletiva estabeleceu um aumento salarial, embora o percentual não tenha sido detalhado nas informações apresentadas. Com isso, a discussão específica na Caixa permanece concentrada nos benefícios e no custo do plano de saúde.
Agora, o foco se desloca para o TST. Enquanto o julgamento não tem data marcada, Caixa, bancários e entidades sindicais seguem sob pressão para evitar a prolongamento da greve. O desfecho poderá definir não apenas o retorno às agências, mas também os termos que fecharão uma das disputas trabalhistas mais observadas do setor financeiro.




