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Anvisa autoriza primeiro tratamento específico para hipertensão pulmonar em pacientes com doença intersticial

João Oliveira
30 de julho de 2026 às 18:04
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Anvisa autoriza primeiro tratamento específico para hipertensão pulmonar em pacientes com doença intersticial

Foto: Envato

Medicamento inédito no Brasil para condição pulmonar debilitante

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu hoje (30/07), o registro do primeiro medicamento específico para o tratamento da hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar intersticial (HP-DPI). O Tyvaso, nome comercial do princípio ativo treprostinil, representa um avanço terapêutico para pacientes que sofrem com falta de ar persistente, cansaço extremo e limitação progressiva de atividades cotidianas.

Mecanismo de ação e classificação da doença

A HP-DPI é uma complicação grave caracterizada pelo estreitamento das artérias pulmonares, o que eleva a pressão na circulação sanguínea dos pulmões e reduz a oxigenação do organismo. O Tyvaso atua como vasodilatador seletivo, administrado por inalação oral, facilitando a circulação sanguínea nos tecidos pulmonares afetados. Até então, não havia no Brasil nenhum fármaco registrado com indicação aprovada para o Grupo 3 da classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que engloba casos de hipertensão pulmonar decorrentes de doenças pulmonares e/ou hipoxemia.

Impacto na saúde pública e necessidades não atendidas

Estima-se que cerca de 50 mil brasileiros convivam com a HP-DPI, condição que, sem tratamento adequado, pode evoluir para insuficiência cardíaca direita e óbito. A aprovação do Tyvaso chega em um momento crítico, segundo a Anvisa, ao preencher uma lacuna terapêutica no Sistema Único de Saúde (SUS) e em planos privados de saúde. “O novo produto atende a uma necessidade médica relevante, contribuindo para a manutenção e melhoria da saúde desses pacientes”, declarou a agência em comunicado oficial.

Próximos passos e acesso ao tratamento

Ainda não foram divulgadas informações sobre a incorporação do medicamento ao rol de procedimentos cobertos pelo SUS ou sobre os critérios de prescrição. Pacientes e familiares aguardam definições sobre protocolos de distribuição e possíveis parcerias com laboratórios para viabilizar a comercialização do Tyvaso no país.