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Daniel Sikkema, ex-marido do galerista Brent Sikkema — Foto: Reprodução / Redes sociais

Justiça decreta prisão preventiva de ex-marido de galerista, acusado de ser o mandante do assassinato

A juíza Tula Correa de Mello, titular da 3ª Vara Criminal do Rio, decretou as prisões preventivas do ex-marido do galerista norte-americano Brent Fay Sikkema, Daniel Sikkema, e do cubano Alejandro Triana Prevez, preso desde o dia 18 de janeiro, acusado de ser o autor do homicídio. A magistrada também aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, Daniel contratou Alejandro para matar Brent, com a promessa de pagamento de U$ 200 mil (duzentos mil dólares). Alejandro teria vindo para o Brasil, seguindo as orientações de Daniel. Na madrugada do dia 14 de janeiro, Alejandro — utilizando-se das chaves fornecidas por Daniel — entrou na residência da vítima, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, e a golpeou várias vezes com uma faca.

A juíza determinou, ainda, que o mandado de prisão de Daniel seja encaminhado à Difusão Vermelha da Interpol, através de canal competente da Polícia Federal, já que o acusado se encontra no exterior.

O cubano Alejandro Triana Prevez, suspeito de matar o galerista americano Brent Sikkema, disse em depoimento, que o ex-marido da vítima foi o mandante do crime. Brent e Daniel estavam em um processo de divórcio. Em depoimento, Prevez confessou que, para cometer o crime, lhe foi prometida a quantia de US$ 200 mil, ou seja, cerca de R$ 1 milhão. Nesta quinta-feira, o Ministério Público do Rio pediu a conversão da prisão em flagrante de Prevez em preventiva, assim como a decretação de prisão preventiva para Carrera.

O crime aconteceu em janeiro deste ano, na casa de Sikkema, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Prevez foi preso acusado de ser o executor do assassinato e está no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste da capital.

A informação sobre o mandante da morte de Sikkema foi passada aos policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) num segundo depoimento de Prevez, na semana passada. De acordo com Prevez, Carrera lhe confidenciou que o galerista estaria pagando baixos valores de pensão, enquanto tinha altos gastos com festas, drogas e garotos de programa. O ex da vítima também teria se demonstrado preocupado com um novo relacionamento de Sikkema, já que o namoro poderia lhe prejudicar na repartição de bens.

Segundo Prevez, no dia do crime, ele entrou na residência da vítima com uma chave enviada por Carrera, motivo pelo qual não havia nenhum sinal de arrombamento.

18 facadas

Brent Sikkema foi morto com 18 facadas no tórax e rosto. Seu corpo foi encontrado por sua amiga Simone Nunes, na segunda-feira. A vítima estava em sua casa, na Rua Abreu Fialho, no Jardim Botânico. Segundo a advogada, o suspeito — identificado como Alejandro Triana Prevez, que foi preso na madrugada da última quinta-feira — teria levado joias e um valor equivalente a R$ 180 mil, entre dólares e reais.

Vídeos obtidos pela polícia mostram que a casa do americano foi vigiada durante 14 horas. Nas imagens, o cubano aparece chegando ao local por volta das 14h20 daquele sábado. Ele ficou nas proximidades até 3h57 de domingo, data do crime. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) afirma não ter dúvidas de que o crime tenha sido premeditado. Além do monitoramento da vítima, o suspeito teria deixado o ar-condicionado do local do crime ligado para “chamar menos atenção”, segundo o delegado titular da especializada, Alexandre Herdy.

Por  O Globo